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Minha Experiência usando a educação Financeira & Carreira TI

Posted by camilolopes | Posted in Carreira TI | Posted on 30-09-2013

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Olá Pessoal,

A partir de hoje estarei dando inicio a uma série de post que não é tão comum em blogs técnicos como o meu. Vou falar sobre o impacto da educação financeira dentro da nossa área, ou melhor, carreira. Sabemos que a educação finaeira é importante de qualquer modo na nossa vida, e quando sabemos aplicar dentro da nossa área ai se torna mais poderosa. Não sou especialista em finanças, muito menos no mercado sobre investimento, mas desde quando deixei a casa dos meus pais, aos 17 anos, tive que aprender a lidar com dinheiro de maneira inteligente. Aprendi algumas coisas e uma delas foi: “Não importa o que quanto você ganha, o mais importante é o que você faz com o dinheiro que ganha”. Demorei para aprender isso. A cerca de dois anos conheci o blog www.queroficarrico.com.br, do Rafael Seabra, e digo que aprendi e aprendo bastante, a linguagem usada pelo autor é uma das melhores que já encontrei na área de finanças, economia e investimentos.

A minha ideia nada mais é que compartilhar com vocês a experiência que venho adquirindo ao longo dos anos.

lets go…

Meu caso

Bem, eu sempre aprendi em casa que deveria poupar  X% do meu recebimento liquido e me virar com o que sobrava para pagar as contas básicas, investimentos, etc.  Sempre tive isso forte no meu ambiente familiar e que mais na frente me ajudou muito, pois adquiri essa disciplina e se por algum motivo inesperado em um determinado mês eu não conseguisse  poupar o tal do x%, me sentia muito mal e  ficava pensando em como equilibrar e recuperar aquela situação nos próximos meses, talvez diminuindo custos desnecessários e buscar fazer o x% mínimo se tornasse x + x % ,ou seja, dobrasse o valor. E foi com esse conhecimento que sai de casa aos 17 anos e fui para o mundo, onde este me ensinou de maneira nem sempre agradável que não é tão simples ter o x% disponível quando tomamos decisões erradas ou não planejadas. E o resultado sempre é uma perda. Aprendi também que com disciplina, planejamento e paciência consigo alcançar novos caminhos e atingir objetivos pessoais e profissionais de maneira mais segura. E após ter apanhando bastante, lembro como se fosse hoje, na época da faculdade trabalhava em uma empresa e recebia o salário aproximo de R$1 mil reais, mas esse era o valor bruto. Daí vinham os descontos, e rendia uns R$ 700.00 liquido. E matematicamente o que parecia impossível, buscava formas de como eu poderia usar esse valor de maneira inteligente, e o mais desafiante de tudo é que eu não poderia errar, porque não tinha margem para isso. Já era pouco e ainda se eu errasse e perdesse grana era pior ainda. E por está fora de casa, não queria solicitar ajuda dos meus pais para atingir meus objetivos, pois coloquei na cabeça que a partir dos 17 anos queria seguir por mim mesmo.

E pouco tempo depois (media de 1 ano de investimento), transformei esse R$ 700.00  em um salário inicial de R$ 3.000,00 liquido. Como? Investi em conhecimento, onde sei que coragem de investir e sabia que havia uma carência no mercado: o english. Mas não um curso qualquer de inglês ou em uma escola mais barata. E sim a que oferecesse uma qualidade no ensino. E não queria aula em turma, pois  já havia tentado e foi um fracasso. Simplesmente não era bom para mim, já que sou tímido, então optei em investir em aulas particulares que custava R$ 50,00-70,00/hr aula(na época) e que era muito caro  para o salário que tinha, mas não tive escolha e arrisquei, pois era o único tipo de investimento que tinha disponível, onde ia depender da minha dedicação e disponibilidade para atingir o objetivo, enquanto outros investimentos tradicionais era sempre uma variável. Claro que tive pessoas que me ajudaram, como a própria escola. Contei para eles a minha situação e o objetivo pelo qual eu gostaria de fazer o curso.

O Diretor da escola, não era um empresário focado apenas na rentabilidade, ele queria alunos para fazer a diferença e de fato aprender. E como ele viu o meu objetivo, ajudou para que eu fizesse o curso e fosse dividindo em parcelas mais longas sem juros. E isso fez uma grande diferença. Após um ano de curso já via o efeito com o idioma, mas ainda não estava apto para entrar no mercado, meu objetivo era 2 anos para chegar a um nível aceitável de tentar uma entrevista.  Mas o destino veio e se antecipou, surgiu uma oportunidade para trabalhar em um projeto internacional e óbvio que a entrevista era em inglês. Não queria fazer, mas meu professor insistiu:

“você vem investindo bastante, faça para ter um feeling e ver se o investimento está valendo. Você já sabe que as chances de passar são poucas devido ao inglês, mas não custa tentar”.

Ele quis me alertar para não criar falsas expectativas e de no final ficar deprimido se não passasse. Mas o que aconteceu é que passei e veio a proposta salarial de R$ 3.000 liquido. Daí eu me perguntei:

“qual investimento em 1 ano aumenta de R$700.00 para R$ 3.000? Eu não conheço nenhum”.

Mas houve uma exceção assumir o compromisso com o pessoal do projeto de que em 3 meses eu estaria com o inglês melhor que o da entrevista, e o acordo era que se eu não estivesse, certamente ia ser difícil me manter por lá. E atingir esse objetivo em um processo de imersão que fiz. Posso dizer que foi uma mistura de ter acreditado no investimento, ter conhecido pessoas que puderam me ajudar e acreditaram que eu atingiria. Mas, se eu não tivesse um pouco de educação financeira, talvez teria “torrado” o salário que ganhava, pois algumas pessoas só pensam em poupar quando passarem a ganhar muito. Poderia ter me endividado, como alguns colegas que tiraram o “peso” da faculdade das costas, acharam que ficaram ricos, compraram carro novo etc, mas esqueceram que é financiado e com juros. Independente da taxa, é um juros que o banco leva e que se for calculado dentro de um período é capaz de pagar um intercâmbio de um mês. 

Tudo isso apareceu como tentação para mim, porém busquei unir a razão com meus objetivos e ignorar todas elas, o que não é uma tarefa tão fácil assim(já que na época tinha apenas 21 anos).

Bom, vou ficando por aqui com o primeiro post contando um dos cases que tenho na minha vida de como unir educação financeira e investimento na carreira. É praticamente como dobrar o valor do investimento que se faz em si mesmo. E a lição que ficou foi que não há nada mais rentável que o conhecimento.

E você, o que tem feito com a grana que chega até você mensalmente? Comente sua experiência…

Abraços, see ya!! 

Minha experiência profissional na Índia

Posted by camilolopes | Posted in TI/Review Livros | Posted on 13-04-2013

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Olá Pessoal,

No post de hoje vou compartilhar com vocês como foi minha experiência de ter viajado para a Índia à trabalho. Como tudo na vida, há pontos positivos e negativos.

Lets  go…

 

A viagem

Bom, viajar para Índia não é nada rápido saindo de GRU e indo por Dubai. O tempo total da viagem incluindo a escala são de 21hrs. Então, se você viajar na classe econômica sabe que vai sofrer um pouco, apesar de que pela Emirantes a classe econômica é um pouco melhor da que estamos acostumados nas companhias aéreas brasileiras.

 

O objetivo

Na vida sempre precisamos ter um objetivo. Até mesmo quando viajamos à turismo é preciso ter um, assim conseguimos aproveitar melhor nosso tempo e saber onde queremos chegar ao final de uma missão. No caso da minha viagem, tínhamos um objetivo de projeto e nessas 2 semanas tínhamos a missão de cumprir o que foi dado. Como eu viajei à trabalho, a parte de turismo só é feita quando o tempo permite, pois para fazer um bom turismo é preciso de uma boa quantidade de horas, algo que não é tão fácil de conseguir em uma viagem desse tipo.

A Índia

Ao chegar na Índia (no meu caso fiquei em Bangalore), foi um choque cultural, apesar de que já tinha trabalhado com indianos e estava um pouco acostumado com o jeito deles, mas o detalhe é que trabalhei remotamente e agora o cenário era outro: eles estavam ali na minha frente e ai as coisas mudam. Se você vai para a Índia e espera encontrar algo organizado e estruturado, pode tirar isso da cabeça, é um país que está muito atrasado com relação ao Brasil. Não tem uma infraestrutura aceitável, a pobreza ainda é algo muito alto, o sistema de transporte público não é nem um dos mais ou menos. Até sistema de táxi é complicado, você anda nas ruas e vê apenas “tuk-tuk” uma espécie de “moto-taxi” indiana, mas taxi de verdade não é fácil identificar, exceto quando você sai de um shopping, etc. Ah, por falar em shopping, dizem que lá tem shopping para todos os lados, é verdade, mas se você juntar todos vai ser difícil chegar ao tamanho ou nível de um shopping normal aqui no Brasil. São pequenos e não há tanta coisa pra se fazer por lá, porém tá sempre lotado já que para os Indianos são TOP aqueles shoppings.

Outro ponto é que a cidade toda está em construção, pra qualquer lado que você vai na Índia tudo ainda sendo construído, nunca vi um lugar pra ter tanto prédio que foi derrubado e está fazendo outro.  E nesse meio tem os indianos carregando pedra na cabeça, principalmente as mulheres.

Os indianos são bastantes receptivos, gostam de conversar com estrangeiros, fazer amizade. Nos primeiros dias que cheguei, alguns colegas de trabalho passavam no hotel e convidavam para jantar e no almoço faziam questão de chamar a gente (eu e outro colega) para o almoço.

 

A comida

Aqui entra o sofrimento, se você não gosta de comida com pimenta e pior ainda, se não curte a comida indiana. Eu mesmo estou incluso nesse ponto. Foi um sofrimento achar local aceitável para comer. Se o Indiano fala que não tem pimenta é porque tem. Tudo por lá leva pimenta, até um simples sanduiche tem pimenta de matar. Tiveram dias que comi sem querer e fiquei com dor no estomago de tanta pimenta que tinha.  Como la a vaca é sagrada, esqueça de achar carne. Até o McDonalds e Subway são diferentes por lá. Mas da pra quebrar um galho.

Muito cuidado com o que você come, nada de querer comer algo na rua, o risco é muito alto de você pegar uma infecção ou algo pior. A higiene é muito duvidosa. Eu mesmo busquei fazer todas as minhas refeições em restaurantes de alto nível. Não pense que é caro, almoçar em um restaurante de alto nível lá, você sai pagando em média uns R$ 25 reais por refeição, e esses restaurantes são realmente chiques e há diversidade no cardápio, como culinária italiana, chinesa, japonesa, etc. Só não tem brasileira.

Eu me dei mal, comi um frango no restaurante e peguei uma infecção. Nunca tive algo daquele tipo, tive febre de 38-39 graus, dores no corpo, etc. Passei três dias indo/voltando para o centro médico de ambulância. Segundo o médico não é recomendado comer frango nessa época na Índia, agora não sei o motivo, porém consegui me recuperar tomando 1.5 mg de remédio por dia. É tenso a infecção por lá, então muito cuidado.

Na rua com os indianos o inglês deles não é tão bom, até porque muitos são pessoas que não tiveram a oportunidade de ir a escola ou de ter uma boa educação, mas quando você vai aos estabelecimentos que são mais ou menos ou tops daí você não tem problema com isso.

Os custos na Índia

Nunca fui pra um lugar tão barato, a nossa moeda vale muito mais que a deles, então dá pra comprar muita coisa barata, alimentação principalmente. E eletrônicos é mais barato que aqui, por exemplo um Iphone 5 estava custando uns 1.700 reais já com as taxas. Tudo na Índia é barato, então se você for pra lá e vai ficar pelo menos duas semanas não troque mais de 200 dólares, é o suficiente pra você gastar o dinheiro como quiser, fazer compras, etc.

O que pude tirar da viagem

A viagem agregou bastante valor profissionalmente pra mim e pessoalmente também. Profissionalmente foi o relacionamento durante essas duas semanas com o cliente que é britânico e a convivência com os indianos, o uso do inglês para negócio, etc. E que não é fácil entender os indianos, pois a depender de que parte da índia ele é, fica mais difícil ou fácil de entender, porém com o tempo você acostuma e fica mais fácil, o problema todo está na pronuncia do indiano. Até porque o inglês não é o idioma materno, eles aprendem. Pelo que outro indiano me falou, eles estudam inglês como primeira língua depois vão para o Hindi. Bem, a experiência no final acho que foi única e é difícil de descrever.

Do lado pessoal, posso dizer que aprendi um pouco sobre a cultura deles, a vida do indiano que é sofrida, pois não é fácil conseguir um nível melhor de vida por lá. Pelo sistema do país, as chances de quem nasce pobre ter possibilidade de melhorar de vida não é tão fácil quanto aqui no país. Nós no Brasil não temos que reclamar de nada comparado à maneira que os indianos vivem. Mas também quando eles são ricos, é de ir até o topo.

O mercado de TI na índia é um dos setores mais fortes, todos querem entrar na área, pois é uma das possibilidades do indiano ter acesso a uma educação e formação melhor, porém, o salário por lá é bem baixo, fora do comum até. Para nós que chegamos de fora, achamos que é até uma exploração, já que muitas empresas negociam tudo em dólar e pagam em rúpia, mas pagando um “trocado” onde poderia pagar melhor. Por exemplo, um gerente de projeto. São poucos, mas muito poucos que  vão conseguir ganhar 200 mil rupias por mês, o que é equivalente a aproximadamente 3 mil reais. Um indiano que  ganha 200 mil rupias por mês é “barão” por lá.

Outro detalhe importante, a fila de quem tá querendo emprego na índia é grande com TI. Os indianos morrem de medo de perder o emprego, porque já tem um cara na porta esperando pra sentar no lugar, ao contrario do que acontece aqui no Brasil: quem tem que ficar no banquinho esperando profissionais são as empresas, na Índia elas não sofrem com isso.

 Conclusão

A conclusão que posso tirar é que, apesar dos altos e baixos que passei nessa viagem, até por ser um país bem diferente do nosso, foi uma experiência que valeu a pena. Lá é o lugar onde você desafia seu inglês, pois para conseguir produzir e ter dias produtivos é preciso entender os caras, e não é uma tarefa fácil sempre, é preciso ir se envolvendo, pegando o “pulo do gato” do idioma e ir adaptando ao contexto.  A seguir dois  vídeos que fiz nos dias que deu pra sair:

Vou ficando por aqui, e espero que tenham gostado do post.

Abraços, see ya!!!.