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Minha primeira Experiência TDD

April 25th, 2011 2 comments


olá Pessoal,

No post de hoje é compartilhar com vocês minha primeira experiência com TDD de forma mais corporativa onde tinha que entregar algo de fato(e sair dos tests made in house).Para quem acompanha o blog, meu twitter sabe que venho estudando e se envolvendo cada dia com o mundo Agile. Como toda primeira experiência nunca sabemos como será o resultado,uma vez que não nada de background para aquele contexto. Talvez podemos falhar ou ter um sucesso do tipo “aceito”. E para sabermos disso precisamos apenas de coragem(não esqueça dessa palavra quando tiver trabalhando com TDD) e deixar o medo de errar de lado. Foi assim, que começei meus “baby-steps” com TDD. O que aprendi de cara foi: “uma coisa é usar TDD em seus projetos pessoais at home, e outro quando vamos para complexidade que temos no mundo de um negócio real, são experiências muito distante, porém se não tivesse feito aquela experiência caseira, o impacto seria maior”.

Vamos ver o que rolou…

lets go…


Cenário

Surgiu uma nova feature no projeto e teremos que implementar, e daí cai isso na minha mesa(sempre acontece isso no desenvolvimento de software certo?). O escopo, design, desenvolvimento etc. Tudo isso é responsabilidade do engenheiro/desenvolvedor/analista/arquitetos etc encontrar uma solução para a tal feature.  Alguem precisa dela done no prazo X , dentro dos criterios de aceitação YXZ.

Minha Experiência

Normalmente um produto tem  muitas features, no inicio gera uma pergunta: “Por onde começar?” “qual a melhor feature implementar por agora?” Selecionei a mais simples. Antes eu poderia ir logo na mais que aparentava difícil, mas com TDD eu precisava fazer de forma mais simples possível, desde que saisse do vermelho para verde. Daí começei a criar os units tests para uma determinada classe, pensando nos problemas, principalmente aqueles esperados, as exceções que deveriam acontecer quando o contexto fosse ZX. E foi assim que começei, da maneira mais simples e “boba”, a medida que ia adicionando novas features e o código mudando, os tests mais simples failure e isso era bom, porque sabia que uma nova feature que foi implementada, fez meu código quebrar e eu fiquei sabendo disso o quanto antes e agora devo fixar para poder ir adiante. Então esses feedbacks rapidos foram cruciais, pois não esperei até o deploy acontecer e o pessoal de QA abrir um bug :)

Para saber o que precisava ser feito, fiz um BillBoard, com as tasks(to-do), o que está sendo feito(in progress), e o que foi feito – Done (faltou uma coluna com blocker). Assim podemos manter o foco e saber de fato do que estamos fazendo e ajuda até dar um bom status nas scrums com o team.

O resultado

Resultado veio além do esperado, no inicio gastei bastante tempo com o units tests e seguindo os conceitos da metodologia, porém ganhei mais velocidade lá na frente e principalmente na semana final, pois tinhamos code clear(TDD ajudou identificar onde deveria refatorar), units tests fazendo boa cobertura e testes rápidos.

A moral da história que ganhei 2 dias free, pois conseguir entregar antes do deadline, com um bom tempo sobrando para fazer qualquer coisa, e o melhor de tudo a segurança que os criterios de aceitação daquela feature estava sendo alcançada com o menor esforço possível(não foi necessário dar aquelas esticadas de 2-3 hrs após o expediente). Então feature accepted, good cobertura de code e code clear. Tudo provocado por algo chamado TDD. Observem que nada disso foi planejado, era apenas entregar a feature, mas por consequência do destino, TDD trouxe vários outros beneficios de forma indireta ao desenvolvimento.

TDD não é a solução para todos os problemas que temos no desenvolvimento de software, não passa de uma metodologia que depende como está sendo aplicada ao projeto, e o mais importante pessoas etc. Se as pessoas envolvidas não estão nem ai, e não acreditam já entramos perdendo no jogo.

Eu faço uma associação bem abstrata para quem não entende TDD com aquelas metodologias que aprendemos na faculdade de como fazer o seu TCC, sabemos que só a metodologia não vai fazer o seu TCC, você vai precisar entender do assunto que deseja escrever, e começar a usar a metodologia para ti guiar como terminar aquilo da melhor forma possível e saber quando acabou ou quanto falta para acabar. E o melhor se vai dar tempo de entregar dentro do prazo (basta olhar o seu burn down chart do TCC rs).

Um livro que eu deveria ter lido, antes de ir para minha primeira experiência profissional com TDD era o do Kent Beck, mas não tive tempo, pois foi um challenge que surgiu em questão de poucos dias e daí tive que usar os materiais que já tinha em mãos e li bastante artigos, post da galera mais expert: Guilherme Silveira, Philip Calçado, Rodrigo Yoshima, Guilherme Chapiewski há alguns post e palestras legais no InfoQ. E o que não deu pra ver ler, teve que ser visto na pratica com erros e acertos.

Vou ficando por aqui, e espero que tenham gostado do post, não deixe de compartilhar como foi sua primeira experiência com TDD, ficaria feliz em ler outros cases. O objetivo do post, é mostrar para aqueles que estão na dúvida do uso de TDD, para saber de fato se funciona, tem que colocar mão na massa, o máximo que você vai descobrir no final é que TDD não atendeu aquele contexto que você tentou validar.

Abracos, see ya!!

Como ser um Programador Senior Java

March 5th, 2010 11 comments

Olá Pessoal,

Ano passado eu falei como ser um programador júnior & pleno. Discutimos qual o perfil técnico que no minimo o programador deve “ter” e o que esperado por algumas companhias. Claro que nenhuma informação contida no post era algo cientificamente comprovado(nesse também não). Apenas um achismo do autor tendo como base a experiência, analise do mercado, bate papo com alguem do RH e um pouco de achismo. Hoje vou falar sobre ser Pleno.

  • O que é ser um programador pleno?

  • Como se tornar um?

  • O que preciso saber tecnicamente para ter um perfil de Programador Java Pleno?

Lets go…

Outros posts:

Antes de começar, quero dizer que um profissional de IT não vive apenas dos conhecimentos técnicos nos dias de hoje. Há outras qualidades que são avaliadas e tem o mesmo peso ou até mais que o número de frameworks, certificações e tempo de experiência. Um exemplo que posso citar é trabalho em equipe, relacionamento, comunicação, equilíbrio etc. Do que adianta ser “bom” tecnicamente, mas você não sabe se comunicar bem, não tem proatividade, se acha o dono do mundo e não consegue de forma nenhuma trabalhar em equipe?!! Você pode ter a experiência que for em uma determinada tecnologia, mas os pontos que acabei de citar, eles são classificatório/eliminatório em um processo seletivo. O que um dia as empresas já fizeram “vista grossa” e queria apenas aquele “cara de informática” para “mexer com o computador”. Esse perfil não existe mais nas melhores empresas para se trabalhar.

Mas, a pergunta de muitos: “Camilo, o que eu preciso aprender, para se tornar um programador sênior, quantos frameworks, quanto tempo isso leva? Etc”.

  • Primeiro: Não existe o tempo definido e sim sua experiência adquirida nos projetos que tem participado e tecnologias que tem usado, não existe receita dizendo que somente se vc usou tecnologia X por Y tempo que vc pode se tornar um programador sênior. A sua capacidade de resolver problemas usando a tecnologia correta, atendendo os requisitos do cliente e não perdendo o foco do negócio vai contribuindo para sua formação. Então tire isso da mente que você vai se tornar sênior somente daqui à 5-10 anos. por alguem ti falou Não está escrito em lugar nenhum isso, porém a média geral que bem comum de  ver no mercado, é que boa parte dos seniors não tem menos de 5 anos de experiência, mas por que isso? Bem, lembre-se que vc passa um bom tempo como júnior, depois vai para pleno e cai em sênior Mas, tb não há nada que diga que vc tem que seguir essa ordem. Já tive colegas que entrou como júnior e ficou por 1 ano e depois já caiu para sênior, isso vai do skill técnico do profissional + projeto + habilidades não técnicas que citei no inicio do post.

Agora outro ponto importante, é o projeto que você está participando ele é um fator bem decisivo e que acelera o processo, se tem um projeto bem ativo, dinâmico, que esteja aberto ao uso de novas tecnologias isso vai contribuir diretamente para sua formação e não tem salário que pague por isso.

Vejamos a parte técnica de aprendizado que se espera de um sênior Java:

  1. Parece que isso nem deveria aparecer aqui, mas é bom repetir. Experiência em Java, O.O, Design Patterns são fundamentais para um bom sênior Java;

  2. Ter o conteúdo da SCJA, SCJP, SCWCD, SCDJWS de forma suave na mente e na prática. Não estou dizendo que deve ser certificado, mas dominar todo aquele conteúdo como tomar café-da-manhã todos os dias;

  3. Dominar XML de forma fluente.

  4. Ser capaz de eliminar POGs e bugs de um sistema em questão de segundos ou de minutos, sem cometer erros. Essa habilidade é importante lembre-se tempo é $$.

  5. Ser capaz de otimizar código de tal forma que o entendimento seja como somar 2 +2. Quer uma prova disso: Veja o livro refactoring de Martin Fowler o cara refatora de uma forma que tem que ser elogiada. Então usar de forma bem XP, Refactoring etc. Não pode ser uma novidade para um sênior

  6. Conseguir transformar qualquer tipo de requisito mal-definido e contraditório em algo funcional, eficiente, sem bugs e nada de gambiarras;

  7. Tratar SQL, JDBC, Java, JSP, HTML, Servlet, JavaScript, Reflection, Annotations, XML, EJB, SOA, Threads e concorrência como coisas tao trivialmente simples como respirar. Tendo total, completo e absoluto domínio sobre isso

  8. Dominar os frameworks mais usados mercado, exemplo no momento que escrevo o posts: Struts 2, Spring, JSF, Hibernate etc. De 10 vagas para Java 10 pedem pelo menos conhecimento em 1 desses frameworks. Seja para júnior,pleno ou sênior

  9. E por ultimo não parar de estudar, continuar de olho no mercado devorando novas tendências.

  10. Preciso dizer que é bom saber inglês? E de preferência dominar o idioma de verdade e nao somente o “inglês técnico”.

Bem pessoal, vou ficando por aqui e espero que tenham gostado, o objetivo maior aqui é mostrar e ajudar aqueles que estão perdido “o que estudar Java?! ”, acredito com os pontos citados dar para ter um ideia e traçar o mapeamento o que estudar. Claro que as informações aqui não passa  apenas da minha opinião,  e não acordei hoje e resolvi escrever sobre o assunto e pronto. Pesquisei, conversei com colegas mais experientes, aproveitei profissionais de alto de nível em seleção de profissionais IT, para sugar um pouco as necessidades deles etc. E isso já vem sendo feito a um certo tempo. Não deixem de suas opiniões.

Abraços, see you next post.


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